Apple vende no Brasil os novos iPhones mais caros do mundo

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    iPhones 6 e 6 Plus custam a partir de R$ 3,2 mil e R$ 3,6 mil no Brasil.
    Preços estão até 50% acima da média mundial, aponta levantamento do G1.

    O consumidor que quiser comprar os iPhones 6 e 6 Plus, que começam a ser vendidos no Brasil nesta sexta-feira (13), terá de abrir espaço no bolso. Além de serem os maiores já criados pela empresa, os smartphones comercializados no país são os mais caros do mundo, de acordo com levantamento realizado pelo G1 nas lojas da Apple. Com preços iniciais de R$ 3,2 mil e R$ 3,6 mil, respectivamente, os celulares chegam a custar 50% mais do que a média mundial.

    Os preços considerados pela reportagem são aqueles cobrados pela Apple em 36 países por meio de suas lojas virtuais (Veja a lista abaixo). A versão analisada é a 16 Gigabytes, desbloqueada e apenas com conexão Wi-Fi. Para permitir a comparação, os valores foram convertidos para dólar. A lista de países onde os novos iPhones já são vendidos é maior, porém. Chega a 69, segundo a Apple. Em 33 deles, porém, a comercialização é feita só por revendedores, como empresas de telefonia, que abatem o preço final para condicionar a venda à contratação de pacotes de dados e outros serviços. Por isso, esses países foram desconsiderados.

    Brasil possui os novos iPhones mais caros vendidos pela Apple (em US$)
    país iPhone 6 iPhone 6 Plus
    Brasil 1.242 1.397
    Turquia 1.045 1.178
    Itália 908 1.045
    Hungria 901 4.035
    França 883 1.008
    Holanda 871 995
    Portugal 871 995
    Alemanha 871 995
    Áustria 871 995
    Bélgica 871 995
    Espanha 871 995
    Finlândia 871 995
    Irlanda 871 995
    Dinamarca 870 1.004
    Polônia 869 1.001
    China 863 993
    Suécia 860 994
    Noruega 852 984
    Reino Unido 848 974
    República Tcheca 829 955
    Luxemburgo 827 946
    México 810 942
    Nova Zelândia 789 907
    Suíça 786 911
    Coreia do Sul 776 895
    Singapura 764 888
    Tailândia 759 881
    Austrália 759 873
    Taiwan 734 845
    Hong Kong 720 823
    Malásia 718 823
    Emirados Árabes Unidos 707 816
    Rússia 691 799
    Canadá 662 759
    Estados Unidos 649 749
    Japão 587 690
    Fonte: Apple

    Se por um lado, possuem telas grandes, de boa resolução e uma câmera com recursos “de cinema”, e “applemaníacos” os considerem mais ágeis que os antecessores, os novos iPhones têm nos preços o seu calcanhar de Aquiles(Veja o vídeo acima). Enquanto o preço médio cobrado no mundo para o iPhone 6 é de US$ 826 e o do iPhone 6 Plus, de US$ 948, no Brasil, os valores praticados são 50% e 47% maiores, respectivamente. Ou: US$ 1.242 e US$ 1.397.

    A distância entre o topo e a ponta da tabela é tamanha que os preços brasileiros são mais do que o dobro dos cobrados no Japão. No país asiático, que sofre com deflação (a queda dos preços), os aparelhos custam US$ 587 e US$ 690. Estados Unidos e Canadá completam o top 3 dos países mais baratos para “applemaníacos” brasileiros. Lá, os aparelhos custam pouco mais da metade do cobrado por aqui.

    Não é novidade o Brasil ser o lar do iPhone mais caro do mundo. Isso já ocorreu, por exemplo, com o 5s, que chegou ao país em novembro de 2013. O país é ainda o lugar onde a Apple vende iPads mini pelo maior preço. Mudança mesmo do ano passado para cá foi a que ocorreu entre as segunda e terceira posições. Até ano passado dona do segundo iPhone mais caro, a Itália mas foi ultrapassado pela Turquia.

    Questionada pelo G1, a Apple informou que vende no país tanto aparelhos fabricados localmente quanto importados, como é o caso dos novos iPhones. Esses aparelhos, argumenta a empresa, estão sujeitos a taxas alfandegárias inevitáveis. A Apple afirma se esforçar bastante para que os consumidores tenham acesso aos melhores preços e condições de compra. A solução para os altos preços, acrescenta a empresa, são as parcerias com operadoras de telefonia, que comercializam os dispositivos por preços menores mediante a contratação de pacotes de dados.

    Para o analista Ivair Rodrigues, da consultoria em tecnologia IT Data, a Apple já importou mais de 50 mil unidades. “E olha que é caro. Mas se a empresa importou é porque já tem cliente para isso.” Rodrigues explica que os smartphones são trazidos pela Apple a um custo de US$ 440, valor inflado por uma carga tributária na casa dos 70%. O dólar mais caro contribui para o preço aumentar ainda mais –nesta quinta-feira, a moeda atingiu o maior valor desde 2005. Além disso, diz, “tem margem [de lucro] de 20% a 30% para o fabricantes”.

    O analista comenta ainda que, caso os novos iPhones fossem produzidos no país, “ficaria, pelo menos, R$ 500 mais barato”. O Brasil é o único país além da China onde a Foxconn, fabricante terceirizada da Apple, possui fábrica. Fica em Jundiaí (SP), que produz apenas os iPhones 4. “Quando chegar a um patamar de 100 mil a 150 mil [iPhones 6 e 6 Plus] vendidos por mês, aí já dá para viabilizar a produção local. Mas por esse preço fica difícil.”

    fonte:G1

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