Chico Vigilante fala sobre projetos e objetivos para os próximo quatro anos

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Chico Vigilante

A escolha pela política deu‑se na primeira greve de vigilantes em 1979, durante o então regime militar. Com a necessidade da paralisação, Chico sentiu que precisava representar aqueles trabalhadores da época.

Depois da fundação do PT, o já conhecido Chico Vigilante, tornou‑se presidente, em 1983, da primeira direção nacional da Central Única dos Trabalhadores – CUT. Em 1986 candidatou‑se a deputado constituinte, mas a sigla não teve votos suficientes para sua eleição. Foi eleito deputado federal em 1990 e quatro anos depois foi o parlamentar mais bem votado em Brasília. Perdeu as eleições em 1998, mas retornou em 2002 como deputado distrital, cargo que ocupa atualmente.

Ao deparar‑se com o baixo número de reeleições da CLDF, Chico Vigilante afirma que sua permanência na casa, deve‑se à sua postura ativa e sempre atualizada. “Não tem que mudar só os rostos, mas sim as práticas, tem que reciclar. E eu sempre procurei fazer isso. Isso fez com que, com todo esse desejo de mudança, eu me mantivesse aqui e ainda tivesse um aumento de 18% no meu índice de votação.”.

Ainda no que toca às mudanças, Chico também já tem sua opinião definida sobre as questões do Executivo Federal. “Nós sabemos que, do ponto de vista nacional, o Brasil mudou para pior. Estamos mergulhados em um momento muito triste e não sabemos onde vamos parar.”.

O distrital pretende fazer também um papel de fiscalizador do governo de Ibaneis Rocha, colocando‑se como oposição sempre que a situação for contrária aos interesses da população.

“Eu tenho a felicidade de ter sido deputado no Governo Roriz, Cristovam e Agnelo e sempre tive uma posição muito clara: a defesa dos interesses maiores da comunidade. Eu vou continuar me posicionando dessa forma. Criticando o que tem que ser criticado, me opondo ao que precisa de oposição e apoiando aquilo que for bom para o Distrito Federal e eu já deixei isso claro para o governador Ibaneis.”.

Na vida pública, Chico Vigilante aprovou mais de 40 projetos de leis que visavam a melhoria da qualidade de vida não somente de trabalhadores, mas também da comunidade em geral. Aprovou a lei que determina que todos os prédios do DF individualizem seus hidrômetros, a fim de diminuir o desperdício de água e ter mais controle sobre os gastos individuais de cada apartamento. Também aprovou na casa uma lei que determina que os gestores das regiões administrativas, popularmente conhecidas como Cidades Satélites ,sejam escolhidos por meio de votação popular para acabar com o que ele chama de “troca de favores entre deputados e administradores”. O objetivo da lei é que os administradores passem a ser escolhidos pela comunidade e “ao invés de ter compromisso com quem o indicou, ter com a comunidade”. O projeto foi vetado pelo governador Rodrigo Rollemberg.

Para o próximo mandato, uma de suas bandeiras serão os direitos básicos da população e a aprovação de novas matérias como o Projeto de lei “Escola sem Censura”, lido em plenária no dia 20 de novembro e que já corre em tramitação. “Fala‑se hoje em escola sem partido e em questões ideológicas, mas o projeto deles é sobre ideologia. Uma ideologia de direita que quer proibir os professores de desenvolverem a mentalidade das crianças, para que elas saibam o que bem e mal, discriminação e racismo. A sala de aula é um território livre para a criatividade, para o pensamento e ninguém poderá ser recriminado por isso. Está na Constituição.”.

Chico Vigilante também está atento ao desenvolvimento do DF. Para ele, a capital federal tem muito potencial, mas ainda precisa melhorar no que tange às novas tecnologias. “É preciso que todos os órgãos do Distrito Federal se modernizem.”.

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