Cronogramas de obras de centros olímpicos terão que ser cumpridos à risca

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    O presidente da Autoridade Pública Olímpica (APO), general Fernando Azevedo e Silva, disse que o ano de 2014 permitiu o melhor planejamento dos Jogos Olímpicos de 2016. No entanto, ressaltou que, a partir de agora, o cronograma das obras precisará ser cumprido à risca. Segundo o militar, que completa nesta semana um ano à frente da APO, os avanços no Complexo Esportivo de Deodoro foram um alívio, porque “era o que faltava para deslanchar [os trabalhos]”. Apesar disso, “o tempo está apertado”, ressaltou.

    O general destacou que para cumprir o calendário previsto, não se pode ter atrasos ou imprevistos.  “Eu falo sempre que não tem gordura. A carne está muito magra”. Ele explicou que será complicado lidar com atrasos e imprevistos na reta final da organização [do evento]. “Não tem tempo mais para perder. Antes, a gente podia demorar mais em uma decisão, mas não tem tempo mais para isso”, frisou o militar.

    Para ele, o balanço do ano é positivo: “estou um pouco mais aliviado com o que aconteceu em 2014. Estou mais para otimista do que para preocupado”, disse. O presidente da APO acrescentou que, principalmente para [as obras de] Deodoro, o tempo “não está muito elástico”, mas avançaram bastante. Na visão dele, as intervenções nessa região da zona oeste não são de grande complexidade, já que 60% já estavam construídos e precisavam apenas de adaptações. A exceção em Deodoro é a construção das raias de canoagem slalom, consideradas as obras de maior complexidade.

    “As coisas andaram bem, a começar porque em janeiro conseguimos lançar a matriz, uma peça importante prevista em lei que ainda não tinha sido lançada. Já fizemos, seis meses depois, a primeira atualização, mostrando que as coisas andarem bem”, disse o general.

    O foco da organização dos jogos a partir do ano que vem começa a ser a preparação dos serviços e a operação, já que a infraestrutura começa a ser concluída. Entre 2015 e 2016, a cidade receberá uma série de eventos-testes, antes da abertura das Olimpíadas, em 5 de agosto de 2016. Na segunda atualização da matriz de responsabilidades, que será publicada em janeiro, um dos destaques será a conclusão do planejamento da infraestrutura energética.

    O presidente da APO destacou que as exigências do Comitê Olímpico Internacional são muito rigorosas para o fornecimento de energia e que, já em dezembro, a subestação da Barra da Tijuca deve estar pronta, assim como o planejamento da linha principal e da linha auxiliar de fornecimento.

    Outra avaliação do presidente da APO foi de que está confiante em relação ao tratamento de 80% do esgoto lançado na Baía de Guanabara, compromisso do governo do estado para os jogos, que terão competições de vela em pontos diferentes da baía: “No evento teste de vela, já se caminhou bastante. As raias foram dadas como aptas. Tenho certeza que o estado vai perseguir a meta dele”.

    Fonte: EBC

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