Cuidado: a Saúde piorou, e para o pior dos piores

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    saude_publicaNenhum “Programa de Governo no Brasil” possuiu a Saúde como um dos seus itens mais relevantes, levantados com base no interesse da sociedade brasileira, e de sua regionalidade. Tais programas deveriam receber diversas propostas de atuação para o executivo federal, estadual e municipal convergirem esforços coordenados em benefício da prevenção de doenças e de seu tratamento eficaz.

    O estado da arte da administração científica tem um mosaico de ideias que poderá construir muitas soluções fenomenais, aos problemas brasileiros relacionados com a saúde pública. E privada.

    O grande desafio será o de dar sentido e coerência a este mosaico de idéias, em que diversos colaboradores, possam oferecer aos programas soluções específicas e eficazes.

    Mas, entendemos que embora haja uma linha central de propostas programáticas, partindo das visões administrativas da saúde, e das comunidades afetadas, os estrategistas e os administradores ajudarão na concepção de um programa geral e holístico na administração executiva da saúde no Brasil.

    Somos capazes de solucionar todos os problemas e os vários enigmas e estabelecer os fatores de seu diagnóstico.

    Hoje temos muitos comentários e artigos, livros e teses, de todos os colaboradores para a evolução da Saúde brasileira, mas que se pulverizam centenas de tópicos isolados e de diversos pensamentos, que não chegam a nos ajudar a montar o conjunto formal programático.

    O certo é que temos que montar o conjunto das necessidades de toda a sociedade brasileira. Todos nós temos nossas “janelas de observação e espaços de necessidades”. E “todo fenômeno depende do ponto de vista do observador”.

    Vamos focar, por exemplo, o Sistema de Saúde Brasileiro, para exemplificarmos um modo de “montarmos conjuntos”. Mas, poderia ser o da educação, ou o da segurança pública e etc.

    Cremos que a proposição aproximada de uma solução deva levar em conta que o sistema de Saúde seja um conjunto de fases de um ciclo de “vida” do próprio sistema. Isto é, temos que analisar o “ciclo como um todo” (ou o próprio sistema).

    Porém, no Brasil é muito difícil o encaminhamento de idéias, já que todas as tendências são de defenestrar os proponentes, e que na maioria das vezes têm uma visão parcial dos problemas. E nem todos nós temos a visão de um todo. Coisa que nenhum especialista tem de sua especialidade, mesmo os PhDs. E muito menos governadores, ministros, prefeitos e secretários iluminados.

    Os especialistas têm visões “mais aprofundadas”, mas quase nunca possuem visões do todo, haja vista que os problemas brasileiros permanecem em evidência por muito tempo, migrando do “tamanho de uma lagartixa, passando por o de um jacaré e indo tornar-se um dragão”.

    Vivemos no Brasil com problemas draconianos. E os políticos não possuem a capacidade para solucioná-los, uma vez que agora a praga já tomou conta de toda a lavoura, pois foram protelando o combate para a solução, acreditando que os problemas se resolvessem sozinhos. O absurdo da inoperância…

    Então, outra evidência é que os políticos não solucionam os problemas brasileiros, porque estamos repletos deles na educação, na saúde, na segurança, na defesa nacional, no meio ambiente, nos esportes, na infraestrutura, na habitação, na economia, na produção e no desenvolvimento.

    Em todos os problemas draconianos brasileiros teremos que dar “saltos equacionadores”, ao invés de apenas alguns “retoques” de melhorias contínuas, com produtividade, economia e qualidade.

    Tudo está degradado e muito degenerado!

    Como seria um procedimento mais científico, para resolvermos nossos problemas draconianos, principalmente os da Saúde no Brasil?

    As causas das mortes por doenças no Brasil são de variada tipologia, não combatidas com a devida capacidade moral, técnica e científica do Estado Petista. E a sua deterioração progressiva ocorre em face de (o):

    (a) baixo investimento per capita,

    (b) precariedade da sua infraestrutura,

    (c) precariedade na gestão – baixa qualidade e confiabilidade,

    (d) imperícia com o uso de um conjunto de práticas nocivas,

    (e) fraudes nas operações e atividades clínicas e hospitalares,

    (f) fraude e corrupção nas compras e de medicamentos,

    (g) inexistência de planos de carreiras e promoção por mérito,

    (h) formação deficiente de profissionais e

    (i) politicagem nas carreiras públicas ligadas à saúde.

    Dos anos de 2003 a 2014 – governo Petista – terão morrido cerca de 9 milhões a 10 milhões de cidadãos. Como se publicou nas estatísticas do Ministério da Saúde, as quais mostram esta progressão.

    Digamos, então, que no governo Petista morrerão um total de 9,5 milhões de cidadãos doentes, sendo que:

    1- uns 20% morreriam mesmo, pois são idosos e com idade acima da expectativa de vida e as crianças da “taxa da mortalidade infantil”;

    2- uns 25% morrerão por serem crianças e jovens desprotegidos por outras disfunções do Estado;

    3- uns 30% morrerão por deficiências da infraestrutura, da logística e da rede de serviços da saúde;

    4- uns 20% morrerão por imperícia técnica e politicagem indireta do Estado, e

    5- uns 5% morrerão por negligência e politicagem direta do estado.

    Assim, notamos que parte da população “morre” pelas condições naturais, com algumas disfunções administrativas do estado, na faixa de 20% (do total das mortes por doenças), ou cerca de 1,9 milhões de pessoas. E que 80% da população (do total das mortes por doenças), que morreu, por disfunções diretas do estado, ou cerca de 7,6 milhões de pessoas.

    A “morte zero” por disfunções administrativas do estado na saúde poderia ser uma boa meta para os governos brasileiros. Em seus planos de governo, como algo melhor e mais humano do que tudo que vier a ocorrer de mitigação, e que se possa conseguir.

    Sem considerar a China e o Brasil com seus precários investimentos em saúde, com os 8 países de maiores economias em 2007, teremos um investimento médio em saúde na ordem de US$ 3.146,80 por habitante, para nações com IDH médio de 0,942.

    Desta forma a referência de um sistema de saúde adequado à longevidade das pessoas e a boa saúde coletiva está nestas médias de US$ 3.146,80 por habitante, para nações com IDH médio de 0,942.

    As estatísticas do Ministério da Saúde desde os anos 1980 mostram que no Brasil a Saúde não é um paraíso. Muito ao contrário ela se acha em “deterioração” progressiva, no seu todo, no relativo e no absoluto.

    No “seu todo” ela cresceu na totalização das mortes anuais, no “relativo” ela também cresceu em seus percentuais – que dão o conceito de relativo entre os anos e entre as doenças – e no “seu absoluto” em número de mortos por tipo de doença.

    A medicina está doente, além das causas apontadas em várias fontes de análise do seu processo de degeneração, tem má fé e má prática médica, pela falta de aplicação de um conjunto de técnicas científicas de Administração e Controle da Qualidade dos processos da medicina. Médicos são assassinados por interesses de máfias e a população sofre com seus males por incompetência da administração pública.

    Qual político eleito ou colocado de pára-quedistas em tais cargos da Saúde, sabe orientar a administração dos procedimentos e os processos da medicina pública?

    Apesar da tecnificação e do avanço da tecnologia na saúde mundial, os processos da medicina no país são ainda arcaicos, por não conterem a visão do Controle da Qualidade, da Garantia da Qualidade e da Engenharia da Confiabilidade.

    Os médicos ‘odeiam’ a estatística, e a matemática, e por isso mesmo o domínio científico de fatores fatais, letais e nocivos, que podem gerar malefícios, não se processa dentro da medicina nos hospitais, clínicas e postos de saúde por todo o Brasil.

    Nem mesmo com os chamados Administradores Hospitalares, ou dos serviços de saúde, têm se ajudado a melhorar os resultados, já péssimos, dos processos da medicina, principalmente nas instituições públicas.

    Aqueles primeiros vêm tentando cobrir a lacuna da incapacidade dos médicos, em administrarem as atividades da medicina. Mas, os resultados precários estão ai nos jornais, na televisão, nos litígios e nas revistas.

    Não existe por parte do Ministério da Saúde um programa nacional de melhoria na qualidade dos serviços de Saúde, sustentado por especialistas em Administração da Qualidade e cientistas da administração.

    Torna-se urgente a mobilização pública e política que considere programáticas todas as contribuições humanitárias, da administração científica, nos seus estudos e investigações e que se veja que a solução dos problemas da saúde passa pelos fatores que relacionamos aqui.

    Caso contrário, a saúde no Brasil continuará a ser um inferno. E isto é uma afirmação corretamente científica.

    Há um grande espectro de peças que devem ser juntadas, partindo:

    1. Das famílias das comunidades, passando pela infraestrutura municipal, pela estrutura escolar, pela de serviços de saúde,

    2. Dos seus profissionais, em suas especialidades, nas qualificações dos perfis, no sustento do interesse permanente das comunidades,

    3. Da ação preventiva e socializadora da saúde,

    4. Da relação de direitos e deveres das pessoas sobre a saúde pública, individual e coletiva,

    5. Dos pais e parentes cobradores,

    6. Do estado administrativo racional,

    7. Dos métodos pedagógicos “objetivos” e sem afetações ideológicas,

    8. Da admissão das fases da saúde preventiva e curativa seguinte,

    9. Do acompanhamento do desempenho da saúde individual e coletiva. E etc.

    Evitar a manipulação das massas e o monturo estatal de mitos, hipocrisia e inverdades, tanto pedagógica, quanto no discernimento dos ideólogos educacionais para a saúde preventiva e curativa.

    Os agentes administrativos e de gestão pública devem reduzir perdas e burocracias para tornar tudo mais simples, mais fácil, mais barato, mais rápido, mais eficiente, mais verdadeiro e justo.

    As disfunções são resultados insatisfatórios de trabalho, serviços, procedimentos e processos da medicina que redundam em desperdícios e perdas generalizadas.

    O defeito é uma imperfeição, deformidade ou um vício de uma fabricação ou de um serviço, associado às anormalidades operacionais que, também, redundam em desperdícios e perdas generalizadas. Nunca nos preocupamos em monetizar os prejuízos que nos causam as disfunções e os defeitos.

    As perdas são de vultosa dimensão econômica – Phillip Crosby alega que chegam a 20% do faturamento bruto das vendas de uma empresa (em seu livro “Qualidade é investimento”), ou das atividades de sistemas operacionais e administrativos, tais como os da Saúde. E a administração japonesa contabiliza até 40% do faturamento bruto das vendas de uma empresa a que podem chegar os prejuízos e as perdas com a má qualidade em geral.

    A cultura atual no Brasil demonstra que a convivência com disfunções e os defeitos é algo normal e admitido. Posição administrativa adotada pelos políticos do executivo de plantão.

    A disfunção, o defeito, ou a não conformidade, é o inimigo do Sistema de Saúde (deprecia a sua qualidade e a sua imagem).

    Constata-se que a inspeção, ou fiscalização, é o elemento básico para garantia de qualidade de um trabalho, serviço, procedimento e processo da medicina, atestando a permanência das disfunções edefeitos e a falta de controle de processos isolados e interativos.

    A disfunção e o defeito quando ocorrem têm que ser administrados fazendo-se adequação, da sua intensidade e característica, aos riscos usuais e admitidos pela ciência médica, biológica e farmacêutica. Em verdade disfunção, e defeito, nos processos da medicina devem ter meta zero.

    O contra tempo das disfunções e dos defeitos de práticas e objetos exige quase que uma organização paralela para dar controle e administração tanto nos atos preventivos, quanto nos atos curativos, e podemos citar alguns:

    • Acidentes e doenças do trabalho;

    • Acumulação de necessidades em gargalos e triagens;

    • Avaliação e reavaliação para enquadramento nos riscos usuais;

    • Comprometimento da imagem da instituição de saúde;

    • Contrafluxos e excessos de manuseios e trabalhos logísticos;

    • Depreciação institucional em fusões e aquisições;

    • Desabono da qualificação dos profissionais;

    • Desabono da tecnologia aplicada nos processos da medicina;

    • Descredenciamentos para prestação de serviços e/ou contratações;

    • Desperdícios de materiais, recursos médicos e de insumos;

    • Intercorrências médicas em excesso;

    • Prosseguimento operacional e administrativo sob alto risco;

    • Queda em Rankings de desempenho e qualidade;

    • Relaxamento dos critérios de Riscos e de fiscalizações para manter o trabalho e a operação;

    • Reprocessamentos de trabalhos e operações;

    • Reprogramação e novos prazos;

    • Retenção do fluxo normal de trabalhos e operações;

    • Risco de descontinuidade de suprimentos pelos fornecedores;

    • Risco de infecções e invalidezes;

    • Risco de litígios judiciais onerosos.

    • Risco de mortes;

    • Risco de reclamações de pacientes e de parentes;

    • Sobrecargas em setores apoiadores para exames, reexames, redução de riscos e recuperações;

    Podemos concluir que todos estes contratempos geram realmente um grande desperdício e uma significativa perda de vidas e de vitalidade humana, de esforços profissionais, de materiais, de tempo e de capital.

    Atualmente um aspecto depreciativo da ocorrência das disfunções e dos defeitos é a da emissão de CO2 e outros gastos adicionais, de recursos naturais, energéticos e econômicos para recuperação das condições mais seguras dos trabalhos, operações e dos processos da medicina.

    A realidade é que não se vislumbram iniciativas dos governos (municipal, estadual e federal), nem tampouco dos políticos e seus grupos para solucionar os problemas da Saúde no Brasil.

    Qual político eleito ou colocado de “pára-quedista”, em tais cargos da Saúde, sabe orientar a administração dos procedimentos e dos processos da medicina pública, com qualidade, produtividade e economia?

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