DF supera 5 mil mortes por Covid, e pandemia volta a dominar discussão em plenário

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Defesa da necessidade da vacinação foi unânime entre os deputados distritaisFoto: Sílvio Abdon/CLDF

Com os 23 óbitos registrados ontem (9) no Distrito Federal, a unidade federativa ultrapassou a marca de 5 mil mortes por Covid-19. A gravidade da situação da pandemia no DF alarma toda a população e, mais uma vez, repercutiu no plenário da Câmara Legislativa. Nesta quarta-feira (10), diversos distritais se manifestaram sobre o tema, defendendo – de forma unânime – a necessidade de vacinação.

A deputada Arlete Sampaio (PT) exemplificou a gravidade do cenário apontando que o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN) decretou “bandeira vermelha”; ou seja, passará a atender apenas pacientes de casos graves. “É preciso dizer às pessoas onde conseguirão atendimento”, defendeu, informando que as UTIs adultas já registram 100% de lotação, com uma fila de 139 pacientes. A distrital cobrou mais fiscalização do cumprimento do lockdown e do toque de recolher. E destacou que o governador precisa ser exemplo para a população, criticando o fato de Ibaneis Rocha ter saído de bicicleta sem máscara. 

Arlete elogiou, ainda, iniciativa do Fórum Nacional de Governadores que estabeleceu três pontos principais como “pacto pela vida”: a vacinação, o apoio às medidas restritivas e o apoio para ampliação de leitos. 

O deputado Chico Vigilante (PT) também lamentou a situação vivida no DF e em todo o País: “Fico muito triste com o campeonato que o Brasil venceu: hoje é o campeão em número de contaminados pelo Covid, perdeu para os EUA. Lá, tiveram a felicidade de tirar o negacionista Trump. No Brasil, com os negacionistas seguidores do presidente, o País está em colapso”. Além disso, o parlamentar criticou o governador Ibaneis, “que começou tão bem e degringolou”. “Saia debaixo da asa do capiroto e compre vacina para o nosso povo”, dirigiu-se ao chefe do Buriti.

O presidente da Comissão da Vacina da CLDF, deputado Fábio Felix (Psol), se somou à fala dos colegas e disse ser “grande a preocupação com o colapso da saúde”. Ele relatou diligência feita ontem no HRAN e as condições observadas: “Não tinha mais ponto de oxigênio disponível”.

Por sua vez, o deputado Leandro Grass (Rede), em referência à quantidade de mortes registradas no DF e no Brasil, reforçou: “Não estamos tratando de números, estamos tratando de pessoas”. Ele fez questão de citar as palavras de alguns familiares sobre entes perdidos para o Covid-19, como o relato a respeito de Valéria Rocha dos Santos: “Era alegre e risonha, acreditava na educação através do amor”. Grass enfatizou que cada morte é “uma perda significativa para a cidade”. E criticou a fala do governador que transferiu para a população a responsabilidade pela situação sanitária do DF: “Ele precisa revisar seus atos e parar de culpar a população”.

Já o deputado Hermeto (MDB), líder do governo na Casa, argumentou que “o caos não é só no DF, é em todo o Brasil”. “O governador está trabalhando, está muito preocupado; os secretários estão buscando alternativas; o governo não está inerte, está buscando parcerias e ideias. Está todo mundo igual uma máquina, igual um zumbi, trabalhando. E só vamos sair dessa situação com vacina”, defendeu. O distrital completou: “Ou sai o Brasil todo junto ou não sai”. 

Denise Caputo
​​​​​​​Foto: Sílvio Abdon/CLDF
Núcleo de Jornalismo – Câmara Legislativa

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