GDF capacita servidores para atendimento em língua brasileira de sinais

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Para quem é ouvinte, a comunicação pode não ter barreiras. Mas para aqueles que são surdos e/ou mudos, tarefas simples, como uma consulta, podem representar grandes dificuldades. A questão é justamente se fazer compreender, pois, em vez da fala e do som, é com os sinais – muitas vezes desconhecidos pelos profissionais – que essas pessoas se comunicam.

Para quebrar essa barreira, facilitar a comunicação e construir uma sociedade inclusiva, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Escola de Governo do Distrito Federal (Egov), está com inscrições abertas, até o dia 29 (segunda-feira), para o curso de língua brasileira de sinais (libras). Interessados podem se inscrever pelo site da Egov.

Adriana Correia de Souza é enfermeira no Hospital Regional do Paranoá e na Unidade Básica de Saúde do Itapoã (UBS 1). Ela está pré-inscrita no curso. Na profissão há dez anos, conta que tem pacientes surdos/mudos e que, quando eles não estão acompanhados por um intérprete, há certos obstáculos na interação. “Quando eles chegam sozinhos, fica difícil o atendimento pela dificuldade de comunicação”, pontua.

O curso oferecerá 120 vagas para turmas nos períodos matutino e vespertino. A duração é de três meses. Haverá oferta para iniciantes (libras básico I). Para os servidores que já participaram das aulas básicas, há a opção do curso libras básico II. O início das aulas está previsto para agosto. De acordo com a Egov, duas turmas serão exclusivas para o Corpo de Bombeiros e para a Secretaria de Saúde (SES). Essa foi uma necessidade manifestada pelas categorias.

Na avaliação da vice-diretora-executiva da Egov, Juliana Tolentino, o curso básico de libras é indispensável aos órgãos do GDF, especialmente aqueles que prestam atendimento aos usuários de serviços públicos. “O objetivo da formação básica oferecida na Egov é justamente capacitar os servidores do governo para atuarem nos órgãos, autarquias e fundações do GDF que trabalhem no atendimento direto ao público, cumprindo o dever de promover acessibilidade linguística ao sujeito surdo e deficiente auditivo”, frisa. “Com essa promoção, o GDF cumpre com as exigências da Lei nº 6.300/2019, sancionada neste ano, que exige a formação de servidores da área da saúde na Língua Brasileira de Sinais”, esclarece Juliana.

De acordo com o Censo Demográfico de 2010, o Distrito Federal tinha 573.805 pessoas com necessidades especiais, o que representava 22,23% da população total. Dentre as deficiências, a visual é a que apresenta mais registros no DF (63,71%), seguida da motora (18,02%) e da auditiva (14,41%).

Ainda segundo a pesquisa, a região administrativa com maior percentual de pessoas com necessidades especiais é o Gama, com 27,20%, seguida por Riacho Fundo II, com 25,54%, e Samambaia, com 24,52%. Vicente Pires e o Setor Complementar de Indústria e Abastecimento/Estrutural são as regiões com menos percentuais dessa população no Distrito Federal, com 14,01% e 13,17%, respectivamente.

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