SOS DF é prorrogado e ganha novo formato

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GDF avalia ainda proposta para estender o programa até o final de 2019

EDUARDO SOARES, DA AGÊNCIA BRASÍLIA 

Os conselheiros também acataram na reunião a proposta de continuidade do SOS DF, em um outro formato, até o final de 2019/Foto: Renato Alves / Agência Brasília

O Conselho Permanente de Políticas Públicas e Gestão Governamental do DF (CPPGG/DF) decidiu prorrogar até o final de abril a atuação do SOS DF. A extensão do prazo foi aprovada hoje (16) durante a apresentação do relatório final das ações do programa.

De acordo com o secretário Executivo do CPPGG/DF, José Humberto Pires, a ampliação do periode de ação deve-se à frequência de chuvas fortes verificada em várias regiões do Distrito Federal. “Diante disso nós vamos mobilizar novamente todos os órgãos envolvidos, sobretudo os do SOS DF Cidades e Rural, para que eles possam funcionar plenamente até o dia 30 de abril”, explicou.

Os conselheiros também acataram na reunião a proposta de continuidade do SOS DF, em um outro formato, até o final de 2019. A sugestão apresentada pelo secretário Executivo do CPPGG/DF consiste em dividir o Distrito Federal em sete grandes regiões, criando patrulhas avançadas com equipamentos e pessoal, para atender a população com intervenções mais efetivas nas áreas que não foram plenamente contempladas.

“É importante que o governo continue pensando no zelo pela cidade porque nós teremos um período de estiagem, ideal para recuperar a malha viária que está muito prejudicada, e no final do ano um novo período de chuva,” comentou José Humberto.

Segundo ele, a situação de abandono do DF contribuiu muito para dificultar o trabalho de recuperação: “Além da chuva rigorosa, nós tivemos um descaso muito grande com questões de infraestrutura, de cuidado com a cidade.”

A decisão, no entanto, ainda precisa ser validada com a publicação de um decreto por parte do GDF. A ação, até o final do ano, vai custar cerca de R$ 9,7 milhões e precisamos de orçamento para que ela seja efetivada.

Na avaliação do vice-governador Paco Britto, o projeto é viável, diante de tudo o que está sendo feito. “Nós vemos nas ruas a aceitação das pessoas. Todas as regiões administrativas estão sendo beneficiadas com as ações. É difícil esse projeto não ser aprovado quando vemos os números do SOS DF”, afirmou.Nós vemos nas ruas a aceitação das pessoas. Todas as regiões administrativas estão sendo beneficiadas com as ações. É difícil esse projeto não ser aprovado quando vemos os números do SOS DFPaco Britto, vice-governador

No entendimento do secretário-chefe da Casa Civil no governo do Distrito Federal, Eumar Novacki, a continuidade do programa contribuirá inclusive para dar mais poder às administrações regionais que concentravam todos os problemas.

Para Novacki, o caminho é esse, mas antes é preciso ajustar o orçamento: “Nós vamos ajustar com a (Secretaria de) Fazenda para verificar de onde tirar, mas são políticas prioritárias e nós vamos ter que avançar”, indicou. “Estamos dando um novo rumo à gestão do GDF com o empoderamento das administrações regionais. Sou completamente favorável”.

Sobre o SOS DF

O SOS DF foi criado pelo GDF para revitalizar as cidades e registra 46.481 ações emergenciais, como podas de árvores, recolhimento de lixo, trocas de lâmpadas, manutenção de bocas de lobo e operação tapa-buraco.

Realizadas por uma força conjunta que inclui Novacap, CEB, Detran, Caesb, DF Legal, SLU e DER, para atender demandas pontuais das administrações regionais, o SOS DF concluiu suas atividades no dia 10 de abril, data em que o governo Ibaneis completou 100 dias de gestão.

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